O marido Francisco Colaço surpreendeu Luísa Castel-Branco, em direto, e falou sobre o dia em que a escritora terminou o último capítulo do livro. O capítulo sobre a morte da mãe.
"É muito difícil... De todas as coisas, acho que é a que mais me marcou...": Luísa Castel-Branco chora ao relembrar momento que considerou ser o fim da sua infância.
"O pior para mim eram as orelhas de burro... Punham-me orelhas de burro em cartão [na cabeça] ficava virada para um canto e de costas para a aula. Era o normal...": Luísa recorda castigos e humilhações no colégio católico onde estudava.
"Nunca me fizeste um elogio, nunca me afagaste o rosto, nunca me demonstraste carinho e muito menos amor... Pelo menos era isso que eu sentia. Eu, a má aluna, a filha que tinha a voz errada...", escreve Luísa Castel-Branco, sobre o pai, no seu livro.
"Juraram-me que ele não tinha vomitado, a gola cheirava a vómito, juraram-me que ele não chorava e ele não tinha voz..." Cátia afirma que sempre ouviu rumores no infantário, mas não queria acreditar uma vez que nunca tinha presenciado nenhum episódio.