SIC

Hugo

Diogo Lopes

ana antonio bento

TRIATLETA/ CONDUTOR DE MERCADORIAS DA MUVV | 24 anos

A minha mãe Simone e a minha irmã Maria foram ambas grandes atletas. Adorava ver as pessoas a aplaudir a minha mãe e quando ela me punha a mim e à minha irmã a correr na pista com ela. Ela morreu tinha eu 6 anos e mudámo-nos para o Luxemburgo.

De um dia para o outro, o meu pai ficou doente, precisou de ser operado e o nosso estilo de vida mudou radicalmente. Voltámos para Sintra, uma terra que eu só conhecia da infância. Não foi fácil. Tive problemas a adaptar-me na escola e não foi por acaso que me fiquei pelo 12º ano, eu e a minha irmã abandonámos os treinos e deixei para trás as minhas referências e amigos.

Comparando, a Maria perdeu mais do que eu, para cuidar do meu pai perdeu a hipótese de se tornar atleta profissional. Para mim, nem tudo está perdido, há um sonho que quero realizar: tornar-me o melhor triatleta nacional vencendo a prova mais dura do mundo, o Ironman.

Nunca tinha pensado em doping até ver a confusão em que o meu cunhado, o Marco, se meteu. O gajo era meu mano, mas enganou a minha irmã! Vou ler sobre o assunto e concluir que o crime do Marco não é dos piores. Muitas das substâncias do doping já são produzidas pelo próprio corpo, tipo a testosterona.

Quanto a mulheres, os objetivos também estão definidos: gajas, muitas e variadas, sempre em rotação. Na escola eu era o eterno melhor amigo, mas as horas a ouvir desabafos ajudaram tanto como o ginásio, porque me ensinaram sobre o universo feminino e instintivamente comecei a saber como me comportar para as fisgar.

Vou-me divertindo, o problema é que há sempre uma louca que não quer perceber que o Tinder não é o lugar para se encontrar o amor, como a Joana. Ao princípio vai ser bom, como sempre, mas depois a miúda vai flipar e achar que isto é mais do que é.

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