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O poema que deixou Neves de "queixo caído"

Inspire-se neste poema que Ângel escreveu para João Neves!

“Agricultura é o meu corpo

Nova temporada de colheitas de amares

Tenho no peito cheiros de alfazema

Barragens de um sentir pleno, completo em valor fertilizante

Regas-me a vontade de um longo versejar

Entre lábios em estrelas cadentes

Cultivas-me o querer

Estrutura fixa

Condições climáticas no pomar das minhas emoções

Agricultura é o meu corpo

Tenho sementes que nascem em meus poros

Misturas de trigo duro em meus cabelos vermelhos

Dos cachos de cor de beterraba salarina

Armazenados de idiomas poéticos

Conservados à temperatura ambiente

Agricultura é o meu corpo

Acessas-me os poros na condução do teu tractor

Numa exploração agrícola idiomas em estufa

Ração diária de um sentimento

Agridoce de meus pecados

Associação de culturas temporárias

Agricultura é o meu corpo

Tenho na pele tatuagens de amar

Certezas de um declamar poesia em dialetos

No campo de meus escritos

Teores elevados de emoções

Terra lavrada de sedentas investidas

Segredos murmurados longe das câmaras

Apólice de seguro nos corações”

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