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FICÇÃO: Saiba mais sobre os atores candidatos ao Globo de Ouro

Nuno Lopes, José Raposo, Albano Jerónimo, César Mourão é Ricardo Pereira estão nomeados par aa próxima Gala dos Globos de Ouro, saiba porquê.

Um latifundiário, uma octogenária, o porteiro de um bar de alterne, um chefe de segurança e um cantor pimpa. Poderia ser o teaser de um guião, mas são as personagens que trouxeram os seus intérpretes a este exclusivo palco de nomeações.

O inesgotável talento do ator Albano Jerónimo continua a desbravar caminho e a conquistar novos territórios, navegando por águas cada vez mais internacionais, rendidas, também elas, à forma apaixonada como agarra cada personagem e dela se apodera, transformando-a em algo mais do que o guião previa. Depois de Vikings, Albano toma agora de assalto a série britânica The One, um exclusivo Netflix. Arte servida em monodoses, mas para quem tem apetite de boas representações, regalou-se com a longa-metragem A Herdade – ou mesmo com os quatro episódios da minissérie a que deu origem –, e o soberbo João Fernandes, personagem a quem Albano deu vida, fôlego e veracidade.

Esperança é deliciosa, inspiradora e assombrosa e muito mais do que tudo isso se pode avançar sobre a prestação de César Mourão na série Esperança, da autoria de Pedro Varela, um exclusivo Opto, serviço de streaming da SIC. É o ator e humorista quem dá vida a esta octogenária num desempenho magnífico. Sob as rugas da determinada Esperança facilmente se esquece quem a habita, não obstante o tipo de humor a que Mourão já nos habitou ser um registo percetível nas muitas camadas desta personagem, que não existindo – como não existia – teria de ser inventada. César Mourão soube torná-la real, adorável e soberba. Foi muito bom ter Esperança.

Neste, também ele, exclusivo clube de nomeados a Melhor Ator de Ficção, José Raposo não ficou à porta e foi, com mérito, eleito a nela entrar e pela porta grande. Alberto Viana, porteiro-narrador da vida de O Clube, bar de alterne mais apetecível da noite lisboeta, personagem à medida do talento de José Raposo, disso se assegurou. Um feito que não levanta nem alarmes nem surpresas e se deve ao desempenho do ator e à forma como magistralmente retirou a personagem de registos estereotipados e caricaturais. O Clube, outro exclusivo Opto SIC, não podia ter encontrado melhor zelador da qualidade desta produção, escrita por João Lacerda Santos. José Raposo foi eleito Melhor Ator de Teatro em 2009, pela sua prestação em palco na peça Um Violino no Telhado.

A carreira internacional de Nuno Lopes já não suscita admiração, ao contrário do seu desempenho em White Lines, outra aposta Netflix, com assinatura de Álex Pina, o mesmo de La Casa de Papel. Muito (e muito bem) se disse e escreveu sobre a série ao longo de 2020, mas a maioria do que foi dito foi por conta do ator principal e do seu desempenho. No papel de Boxer, que tem tanto de bad boy como de sedutor, Nuno Lopes tornou-se uma estrela maior, e caso sério em terras de sua majestade, com direito a apaixonados artigos de jornal. Ainda bem que o mundo acorda agora para uma realidade que há muito conhecemos: Nuno Lopes é um ator excecional. No palco dos Globos de Ouro, o seu nome correspondeu ao de Melhor Ator de Cinema pelos filmes: S. Jorge (2018), Posto Avançado do Progresso (2017), Linhas de Wellington (2013), Goodnight Irene (2009) e Alice (2006).

Romeu Santiago, cantor pimpa, homem de emoções fortes e coração dividido revelou-se uma personagem apaixonante e marcante, que deu a conhecer a versatilidade de Ricardo Pereira, que nos habituámos a ver no papel do sedutor galã. O ator vestiu todo o brilho da personagem, decorou-a de tiques de vedeta e tornou-a numa das mais notórias e populares personagens de televisão dos últimos tempos. Em torno deste fenómeno musical girou a trama de Amor, Amor, telenovela da SIC, onde também Ricardo Pereira brilhou, o que nada teve a ver com as lantejoulas do seu exuberante guarda-roupa.

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