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ENTRETENIMENTO: Conheça os candidatos ao Globo de Ouro de ‘Personalidade do Ano – Digital’

Bruno Nogueira, Carlos Coutinho Vilhena, Mariana Cabral, Ricardo Fazeres e Rui Unas são os nomeados nesta categoria. Saiba mais sobre eles!

O que teria sido de todos nós sem eles e o seu universo digital num dos períodos mais duros e desafiantes das nossas vidas? Nem queremos imaginar e ainda bem que não temos de o fazer. Quando mais precisámos de rir, eles estiveram sempre lá, na web, em direto ou em podcast, em canais próprios ou nas redes sociais.

Este foi o tempo em que Bruno Nogueira pôs o ‘bicho a mexer’, e o bicho mexeu, de facto, connosco. Como É que o Bicho Mexe?, sessões noturnas em direto da sua conta de Instagram, foi um outro Tubo de Ensaio – crónica diária que assina na TSF, em coautoria com Nuno Quadros – da sua arte.

Nele criou um lugar experimental de aconchego afetivo, entre amigos e seguidores, quando a falta de beijos e abraços se tornava gritante, num sufocante quotidiano pandémico. Foi ainda um lugar comunitário onde Nogueira nos provou que o Natal é mesmo quando um humorista quiser e se dúvidas havia, elas esbateram-se em maio de 2020 quando, pela mão de Bruno Nogueira, quase 200 mil pessoas celebraram o Natal na primavera. Um espaço de desabafo e escape existencialista que ‘viralisou’ e se tornou, em pouco tempo, num fenómeno cultural experimentado online.

Num registo peculiar, em que realidade e ficção se tornam indestrinçáveis, o humorista e youtuber Carlos Coutinho Vilhena tuteia as novas gerações de millennials e centennials e dá corpo e voz a algumas das inquietações do momento, tanto existenciais, como meramente banais. Se O Resto da Tua Vida, websérie de 2019, o catapultou definitivamente para o Olimpo dos comediantes, o certo é que há muito que Carlos Coutinho Vilhena faz história no panorama digital.

Depois de ter integrado o coletivo Bumerangue, ganha fôlego individual na pele de Bon Vivant, bem como peso offline, subindo a palcos de stand-up. Memoráveis são ainda as Conversas de Miguel, onde temas tão vitais como o papel do linho e do veludo cotelê na moda são debatidos com ‘seriedade’. Mais recentemente, fez-se sócio do Clube da Felicidade, novo projeto que o traz de volta ao Youtube e que o autor define, em entrevista ao Público, como sendo “um documentário biográfico com músicas de fundo”, onde retrata o processo artístico da busca da criatividade.

Um dedo partido, a impossibilidade de escrever, a ideia de comunicar o seu humor em vídeo no Youtube e, muito simplesmente, assim nasceu uma estrela, ou influencer, do humor e do digital. Desde 2016 que Mariana Cabral Bumba na Fofinha, dando voz e uma perspetiva feminina e satírica a questões prementes, ou nem por isso, do quotidiano. Do seu lado tem um ingrediente precioso que cria empatia imediata: em cada sketch, Mariana chega até nós como se falasse de si mesma a todo o momento. Uma proximidade com a qual nos identificamos, porque em privado todos somos um pouco Bumba na Fofinha. Vencedora do Globo de Ouro Personalidade do Ano na esfera digital, em 2018, Mariana Cabral volta este ano a estar nomeada. Sinal de que a sua voz continua em sintonia com a nossa.

RicFazeres, nome de batismo de Ricardo Fernandes no Youtube, é um fenómeno nacional no universo dos videojogos. Com mais de 7000 vídeos publicados na sua conta, e quase a bater o milhão de seguidores no seu canal de produção de conteúdos de gaming, conquistados ao longo de cerca de dez anos nesta atividade – os últimos três do quais em exclusivo –, mais do que apenas um jogador, Ricardo vê-se também como um entertainer. Um fenómeno que se replica igualmente no Instagram, sua segunda casa profissional, e para onde alargou a sua comunidade. O que inicialmente era um hobby é hoje a exclusiva atividade de RicFazeres, um antigo funcionário do Metropolitanos de Lisboa, e um dos rostos daquilo que é já hoje, o futuro de que tanto falamos.

Rui Unas há muito que se reinventou profissionalmente, mudando-se de armas e bagagens para o universo virtual, onde se tornou o rei do podcast com Maluco Beleza, nascido em 2015 e que é hoje tão conhecido quanto o seu próprio nome. Neste canal de Youtube já conquistou quase meio milhão de subscritores, aos quais se soma uma comunidade de mais de 800 mil seguidores no Instagram, onde é tão-somente, O Unas. Se representação, apresentação, autoria ou comédia descrevem os vários formatos do seu talento, a verdade é que se tornou grande enquanto youtuber, criando conteúdos virtuais sempre com Alta Voltagem, mas evitando o Curto Circuito – rúbricas televisivas que o tornaram conhecido do grande público. Se é para ser maluco, que seja mesmo em beleza.

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