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FICÇÃO: Conheça melhor os projectos nomeados ao Globo de Ouro

A XXV gala dos Globos de Ouro acontece no próximo dia 3 de outubro.

RTP, Opto e SIC. De um destes canais sairá o vencedor da categoria Melhor Projeto de Ficção da edição deste ano dos Globos de Ouro, referente ao período compreendido entre abril de 2019 e abril de 2021.

Intriga diplomática, espionagem, códigos e encriptações numa série de época, ou ficção histórica, que apanha Portugal no início da Segunda Grande Guerra. A isto se somou uma mão cheia de talento. Pandora da Cunha Telles, José de Pina e Pablo Iraola, entre outros, asseguraram o enredo, Jorge Paixão da Costa a realização, e a produção leva o cunho da Ukbar Filmes, RTP e Ficcion Producciones. Um projeto ambicioso que marcou o regresso da atriz Daniela Ruah à ficção nacional, e que junta ainda no elenco Maria João Bastos, Diogo Morgado, Marco D’Almeida e Adriano Luz entre outros tantos a merecer menção. O nome da série não é segredo: A Espia, e passou na RTP.

Esperança, a personagem, nasceu nos palcos do teatro, onde o ator César Morão a deu às luzes da ribalta, a meias com o argumentista Frederico Pombares. A personagem levou um upgrade social, e não só, e acabou como protagonista da série Esperança – da autoria de Pedro Varela – e foi uma das grandes apostas do serviço de streaming da SIC, Opto. O argumento retrata o fenómeno das cidades que se subalugam ao turismo, que as vai despindo de gentes e de alma. Tudo muda quando há resiliência, determinação e, claro, Esperança, para lhe fazer frente. De ver e chorar por mais!

A ficção nacional retrata cada vez mais o país que somos e o país que fomos. O Atentado, série de 2020 do canal público, é outro bom exemplo desta refrescante capacidade de nos olharmos. O argumento, que Francisco Moita Flores assina, centra-se em factos verídicos e encapsula o episódio histórico do atentado à bomba que previa matar o ditador António Oliveira de Salazar. Sabemos, obviamente, que foi um ato falhado, mas quem esteve por trás? O que correu mal? Curiosidades que o género policial tão bem explora. Um atentado seria não ter visto a série.

Neste clube, as meninas não apenas entram, como delas depende o tipo de clientela e o sucesso do negócio. Elas são mulheres sofisticadas, sexy e até disponíveis. O negócio pretende-se elitista, discreto e absolutamente confidencial e disso se tenta assegurar o porteiro, figura central do enredo. Um lugar assim atrai os homens de poder da cidade e isso, claro, pode atrair problemas. Neste espaço hedonista, não é difícil de perceber que se cruzam puro prazer e manobras políticas, negócios e vingança. O Clube, com José Raposo, Margarida Vila-Nova e Filipa Areosa nos principais papéis, conta com argumento de João Matos, e é uma série exclusiva Opto.

Exibida pela SIC, Terra Brava, da autoria de Inês Gomes, estabeleceu com o público uma relação muito especial. No ar entre o outono de 2019 e a primavera de 2021, a telenovela fez companhia ao país num período particularmente complexo – pautado por medidas sanitárias e receios – e, de alguma forma, conferiu padrões de normalidade, num quotidiano bizarro. Protagonizada por Mariana Monteiro e João Catarré, cabeças de cartaz de um elenco de luxo, Terra Brava conquistou a atenção internacional do New York Festivals TV & Film Awards, prémios norte-americanos onde é finalista na categoria Entertainment Special, na edição deste ano.

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