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FICÇÃO: Conheça melhor as nomeadas a melhor atriz

Alba Baptista, Dalila Carmo, Maria João Abreu, Maria João Bastos e Soraira Chaves são as candidatas ao galardão. Saiba porquê.

Luzes, câmara… ficção. Produções com a assinatura da SIC, RTP e TVI sublinharam talentos há muito firmados, mas a atenção virou-se também para os canais de streaming, de onde há já algum tempo se ‘descarregam’ novas estrelas.

Enquanto Ava Silva, personagem principal da série Warrior Nun, da Netflix, consegue atravessar paredes ou ressuscitar – a ficção não tem limites –, a jovem atriz Alba Baptista, que lhe dá vida, tem outros superpoderes que não passam despercebidos na sua já profícua carreira, tanto em cinema como em televisão. Deles se deram conta a equipa de casting da Netflix bem como o realizador Simon Barry, responsável por trazer para o pequeno ecrã um título da BD norte-americana, Warrior Nun Areala, de estética enraizada no estilo nipónico manga. O mundo só agora começa a conhecer Alba Baptista, mas por cá há muito que lhe rendemos o nosso aplauso. A jovem atriz já tinha sido nomeada na categoria Revelação, na passada edição dos Globos de Ouro, em 2018.

Dalila Carmo, vencedora de uma das duas nomeações anteriores aos Globos de Ouro – foi eleita Melhor Atriz de Cinema em 2013, pelo desempenho no filme Florbela, e esteve nomeada em 2016 para Melhor Atriz de Teatro pelo seu papel na peça Lúcia Afogada –, volta a destacar-se. Desta feita na categoria de Ficção, enquanto protagonista da telenovela Na Corda Bamba, exibida na TVI, onde interpretou uma personagem desafiante, também ela de nome Lúcia. Além de presença assídua em produções televisivas, Dalila Carmo conta com um palmarés que vai do teatro ao cinema, pela mão de grandes encenadores e realizadores.

O nome que se segue provoca um turbilhão de emoções, tanto pelo talento revelado no decurso de uma longa carreira dedicada à representação, como pela sua prematura morte, aos 57 anos de idade, dia 13 de maio último. Falamos de Maria João Abreu, uma apaixonada pelo teatro que se celebrizaria pela mão da televisão, meio que permitiu levar o seu talento à casa de todos. Uma estrela maior no firmamento nacional, que vivia um dos momentos de ribalta da sua vida profissional, enquanto protagonista da telenovela da SIC Golpe de Sorte, onde brilhou no papel de Maria do Céu Garcia. A atriz já tinha estado nomeada aos Globos de Ouro, em 2017, na categoria de Melhor Atriz de Cinema, pelo desempenho em A Mãe É que Sabe. Maria João deixa uma obra marcante, que para sempre falará pelo seu talento.

No ar desde o início de 2021, a telenovela Amor Amor presenteou os telespectadores com Maria João Bastos e deu à atriz espaço para desbaratar o seu talento enquanto Vanessa Pereira. Uma personagem determinada, vingativa, vaidosa e apaixonada, casada com Romeu, interpretado por Ricardo Pereira. Vanessa, porém, é apenas um dos alias profissionais de Maria João em período pandémico. Recordamos também a ‘sua’ arguta Marlene, na série da RTP Crónica dos Bons Malandros, baseada na obra homónima do escritor Mário Zambujal, já adaptada ao cinema. Vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz de Cinema, em 2011, pela sua prestação em Mistérios de Lisboa, voltaria a ser nomeada nessa mesma categoria, em 2014, pelo desempenho no filme Bairro.

Em 2008, Soraia Chaves seduziu-nos e inebriou-nos com o seu desempenho em Call Girl, filme de António-Pedro Vasconcelos, com o qual justamente mereceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Cinema. De regresso a esta gala, a atriz vestiu a farda para aquele que confessa ser um dos papéis mais difíceis da sua já longa e premiada carreira, nacional e internacional. A Generala, um exclusivo Opto, plataforma de streaming da SIC, apresenta a história de Maria Luísa Paiva Monteiro, uma personagem intensa, partilhada por três atrizes, que lhe vestem a pele em idades diferentes. Coube a Soraia Chaves a idade adulta de uma mulher que desafiou e subverteu as regras de uma sociedade misógina e preconceituosa, que ao feminino concedia apenas papéis menores, e que ostracizava a diferença. Uma mulher que, experimentando disforia de género, ousou criar e ocupar o lugar que entendia ser seu. O enredo da série baseia-se em factos reais, e inspira-se na extraordinária vida de uma mulher portuguesa que, a fim de encontrar a sua verdadeira identidade, incluindo de género, e de ter o mérito que deseja numa sociedade patriarcal, assume uma identidade masculina e se promove a general. Uma produção Coral Europa, exibida entre novembro e dezembro últimos, da autoria de Patrícia Müller e Vera Sacramento. Ao desempenho de Soraia Chaves, o público e a crítica bateram continência.

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