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CINEMA: Saiba mais sobre as nomeadas para o Globo de Ouro de Melhor Atriz

Lúcia Moniz, Margarida Vila Nova, Maria de Medeiros, Sandra Faleiro e Vitalina Varela são os nomes que se destacam nesta categoria.

Enquanto as nossas vidas pareceram suspensas, o mundo não deixou de girar, nem as bobines de película virtual, a que nos agarrámos mais do que nunca, frame a frame, devorando as histórias, as personagens e vivendo emoções pela mão de algumas soberbas interpretações. Algumas tão extraordinárias que determinaram as nomeações para Melhor Atriz na categoria Cinema aos Globos de Ouro, e que nesta 25.ª edição lançam um olhar atento ao que de melhor foi feito no biénio 2019 -2021, de abril a abril.

Foi tempo para escutar Lúcia Moniz, no premiado Listen, de Ana Rocha de Sousa, e de nos sensibilizarmos com o seu desempenho, o de uma mulher, Bela, que se vê a braços com um cruel absurdo, que mãe alguma deveria conhecer.

Pela sedutora mão de Maria, interpretada por Margarida Vila-Nova, submergimos nas exóticas sombras de Macau, em Hotel Império, onde a atriz foi dirigida por Ivo M. Ferreira, seu ex-companheiro.

Maria de Medeiros também foi notícia, pelo seu desempenho em Ordem Moral, de Mário Barroso, tal como também o tinha sido a personagem que interpretou, a de uma outra homónima, Maria Adelaide Coelho da Cunha. Herdeira e proprietária do Jornal de Notícias, Maria Adelaide protagonizou uma história de traição que escandalizou a conservadora sociedade portuguesa, no virar do século passado. Maria de Medeiros vestiu-lhe a pele num desempenho taylor-made. Recorde-se que Maria de Medeiros recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz na primeira edição desta gala, pelo seu desempenho em Adão e Eva, repetindo o feito em dose dupla em 2001, ano em que arrecadou o galardão de Melhor Atriz e Melhor Filme, pela película Capitães de Abril.

A já muito celebrada atriz Sandra Faleiro, no papel da esfíngica Leonor, em A Herdade, de Tiago Guedes, volta a reiterar o talento que há muito lhe vem sendo reconhecido, pelo público, pelos seus pares e pela imprensa da especialidade. Não é uma estreante neste nosso palco, tendo vencido o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Teatro, na 17.ª edição destes prémios, em 2012.

Muitas razões nos fizeram parar nestes últimos dois anos e uma delas foi o desempenho de Vitalina Varela num filme que leva o seu nome, porque nem poderia ser de outra forma, já que Vitalina Varela, o filme, nos conta a sua própria história, através do seu próprio prisma, que encontrou eco na sensibilidade do realizador Pedro Costa. Um drama pungente de enorme profundidade narrativa, quase tão intenso quanto o olhar de Vitaliana, e que deu brado pelo mundo.

A eleição nunca é tarefa fácil, mas a desta edição adivinha-se particularmente ‘dramática’.

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