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Francisco Pinto Balsemão distingue Maria do Céu Guerra com Prémio Mérito e Excelência

Na XXIV Gala dos Globos de Ouro.

Maria do Céu Guerra foi a personalidade escolhida este ano para receber o troféu máximo atribuído pela organização dos Globos de Ouro, o Prémio Mérito e Excelência, que foi, como sempre, entregue pelo Presidente do Conselho de Administração do Grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão.

Nascida a 26 de maio de 1943, em Lisboa, Maria do Céu Guerra frequentou o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi precisamente nessa altura que começou a interessar-se por teatro e deu os primeiros passos ao lado de atrizes como Manuela de Freitas, Laura Soveral e Fernanda Lapa, na peça Deseja-se Mulher, de Almada Negreiros, com encenação de Fernando Amado.

Integrou também o grupo fundador da Casa da Comédia, mas foi no Teatro Experimental de Cascais que interpretou, nos anos que seguiram, um sem número de peças, entre as quais Esopaida (1965), de António José da Silva, Auto da Mofina Mendes (1966), de Gil Vicente, A Maluquinha de Arroios (1965), de André Brun, A Casa de Bernarda Alba (1965), de Federico García Lorca, D. Quixote (1967), de Yves Jamiaque, Fedra(1967), de Jean Racine, O Comissário de Polícia (1968), de Gervásio Lobato, As Bodas de Sangue (1968), de Federico García Lorca, Um Chapéu de Palha de Itália (1970), de Eugène Labiche.

Maria do Céu Guerra fez também parte do grupo fundador do Teatro Adóque e da companhia de teatro A Barraca, onde continua a trabalhar até hoje, tendo já marcado presença em festivais em todo o mundo.

Ao longo da sua carreira tem brilhado também como encenadora, co-autora e figurinista. O Menino de Sua Mãe, Marly – A Vampira de Ourinhos, Xeque-Mate, O Último Baile do Império, O Bode Expiatório, A Relíquia e Inverno Debaixo da Mesa são apenas alguns dos espetáculos que já encenou.

Conta também com participações memoráveis em filmes como O Mal Amado, Guerra do Mirandum, A Fuga, Crónica dos Bons Malandros, Saudades para Dona Genciana, Os Cornos de Cronos, A Estrela e Anjo da Guarda, entre muitos outros.

Retratos da Vida de Um Médico (1980), Uma Cidade Como a Nossa (1981), Fernão? Mentes (1986), Calamity Jane (1987), Residencial Tejo (1999), Santos da Casa (2003) e, mais recentemente, Jardins Proibidos (2014), A Impostora(2016) e A Família Ventura (2017) são alguns dos projetos televisivos que integrou.

Ao longo da sua carreira, Maria do Céu já recebeu várias distinções. Em 1985 foi feita Dama da Ordem Militar de Sant’Iago e Espada e nove anos depois Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.

Em 2007 recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Teatro, pela peça Todos Os Que Caem, e em 2015 voltou a ser homenageada, desta vez na categoria de cinema, com o filme Os Gatos Não Têm Vertigens.

No passado mês de janeiro fez história ao tornar-se na primeira mulher a ser agraciada com o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, no valor de 20 mil euros. E em julho último foi eleita a Melhor Atriz da Europa num Festival Internacional de Teatro que se realiza no Lago de Prespa, nos Balcãs, na fronteira entra a Macedónia, a Albânia e a Grécia.

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