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Gabriela

Liberação feminina, meu nome é Malvina

Uma personagem que se revolta contra a mentalidade da época

Filha única do coronel Melk Tavares (Chico Diaz), Malvina (Vanessa Giácomo) não tenta domar seu espírito independente. Sabe que seu destino está traçado nas mãos de seu pai: vai fazer bom casamento com algum filho de coronel escolhido por ele e, com isso, passará a vida cuidando da casa e dos filhos, escravizada pelo marido. Repudia esse pensamento e não abre mão de ter acesso a tudo o que é proibido, na época, para a mulher. Vai atrás de livros e os consegue em surdina, pelas mãos discretas de João Fulgêncio (Pascoal da Conceição), logo aqueles que ninguém pode ler. Descobre um mundo diferente de Ilhéus. Não aceita sua vida por lá.

Sua personalidade, tão forte quanto a do pai, é um problema para a família. Ela enfrenta as impetuosas ordens do coronel, e é sua mãe Marialva (Bel Kutner) que sofre. Ela ama sua boa mãe. Mas não quer ser igual a ela. Não é possível. Tudo que Malvina menos quer é ser reprimida e submissa como as mulheres dos coronéis. Sabendo disso, seu pai precisa arrumar logo um casamento para ela. Não gosta dessa rebeldia tão aflorada.

E quem suspira por Malvina é Josué (Anderson Di Rizzi), o professor do colégio e poeta nas horas vagas. Ele se encanta pela beleza forte de Malvina. Ela vê nele uma possibilidade de compreensão. Para ela o professor é sensível e pode abarcar seus anseios. Pura ilusão. Pobre Malvina, ele é só mais um homem de Ilhéus. E eis que chega um forasteiro, um engenheiro vindo da capital. Malvina se apaixona pela alma moderna de Rômulo (Henri Castelli). Mas ele é casado! No entanto, a jovem não se importa com isso, ele já não vive com a mulher. Esfrega na cara da sociedade seu romance rechaçado. Mas existem consequências. A cobrança irá chegar.

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