E Se Fosse Consigo - A realidade da homossexualidade e parentalidade
E Se Fosse Consigo - A realidade da homossexualidade e parentalidade
Homossexualidade e Parentalidade é o tema do programa E Se Fosse Consigo?
13.11.2017
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A lei mudou mas ainda é preciso mudar as mentalidades
Para Paulo Côrte-Real, negar a uma criança o direito de reconhecer como pais ou como mães os dois membros dum casal homossexual era uma violência a que a alteração da lei da adoção pôs fim. O ativista LGBT tem consciência de que a lei mudou mas ainda é preciso mudar as mentalidades. Dar visibilidade às famílias de pais do mesmo sexo para combater o preconceito.
15.11.2017 às 17h30
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“Os vínculos não são feitos através do sangue, são feitos através das pessoas”
Para a psicóloga Gabriela Moita, as ligações de sangue não estão à frente as ligações emocionais. “Os vínculos não são feitos através do sangue, são feitos através das pessoas” e a forma como se educam os filhos, como se criam, nada tem a ver com a orientação sexual dos pais. “As crianças precisam é de alguém que cuide bem delas, independentemente de quem lhes dê a educação, o afeto, a segurança”, diz.
14.11.2017 às 22h00
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Homossexualidade e parentalidade
Marta espera que seja uma questão de tempo até que as pessoas não estranhem famílias como a dela
Quando em 2010 a lei que autoriza o casamento entre homossexuais foi aprovada, Marta e Mariana esperavam que fosse uma questão de tempo até que chegasse a possibilidade de adotar. Tal como noutras famílias, a lei que existia não tinha impedido que elas e outros casais de mulheres e de homens tivessem filhos. "O que existia era uma hipocrisia, estávamos a ser discriminados", diz Mariana. Marta continua a esperar que seja também uma questão de tempo até que as pessoas não estranhem famílias como a delas.
14.11.2017 às 21h58
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"A diferença não está na orientação sexual das pessoas que criam os filhos, está no caráter”
Fabíola nunca desejou ter filhos. Ana sempre sonhou ser mãe. Quando se tornaram casal, pensaram adotar mas, como a lei ainda não o permitia, a opção foi a gravidez de Fabíola. Partilharam os receios e discutiram a responsabilidade com a família, com os amigos. Como é que uma criança filha de duas mães iria ser recebida na escola, no infantário? Como seria com os vizinhos? A vida foi dando as respostas. “Ser homossexual não torna ninguém melhor nem pior", diz Fabíola. "A diferença não está na orientação sexual das pessoas que criam os filhos, está no caráter”, acrescenta Ana.
14.11.2017 às 15h22
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"A família tradicional não existe"
Para o pediatra Mário Cordeiro vivemos uma revolução social nas últimas décadas. Cada família organiza-se como acredita que vai funcionar melhor e todas são normais. "Anormais, é quando há pessoas narcisistas, quando há violência". Para as crianças é completamente indiferente a relação entre os pais, a vida conjugal só diz respeito a duas pessoas, sejam elas, pai e mãe, dois pais, ou duas mães. O pediatra não tem dúvidas de que o necessário é terem quem lhes dê amor, educação e limites.
14.11.2017 às 17h34
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Um é o pai legal, dois são “pais de coração”
Jorge Cabral e Pedro Mata sempre quiseram ser pais. Juntos, “decidiram avançar”, ainda a lei não o permitia a casais homossexuais. Jorge ficou como pai legal, os dois passaram a ser “ser pais de coração”, não sem antes terem envolvido a família na decisão que lhes mudou a vida. Hoje, partilham o orgulho que têm no filho, que os “tornou mais felizes, mais autênticos”.
14.11.2017 às 17h50
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Homossexualidade e parentalidade
“O que está em causa é a felicidade da criança, não se tem dois pais ou duas mães”
Desde fevereiro de 2016 que a lei portuguesa permite a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Mas até que ponto a mudança da lei é aceite por todos? Fizemos a experiência com câmaras ocultas. Num parque infantil, uma mulher insurge-se contra dois homens por discordar que sejam pais adotivos de uma criança. O discurso passa claramente dos limites. Quem vai parar o abuso? E Se Fosse Consigo?
13.11.2017 às 21h12
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“Não tenho pena da criança, tenho pena de si, do seu filho, da sua família”
Não faltam estudos que provam que não é a orientação sexual que atesta a capacidade de ser pai ou ser mãe. Mas será que todos pensam assim? Fizemos a experiência. Num espaço público, uma mulher censura dois homens com uma criança que adotaram. A maioria dos que viram e ouviram saíram em defesa dos pais. Para estas pessoas o importante é que uma criança tenha amor e alguém que cuide dela. E Se Fosse Consigo? Agia ou ficava indiferente?
13.11.2017 às 21h11
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Homossexualidade e parentalidade
É homem com mulher e mulher com homem. A lei esta mal feita”
As leis podem ser mudadas mas ate que ponto a realidade acompanha a mudança. Numa encenação com atores, um casal homossexual com um filho adotado é alvo de uma mulher que não aceita que dois homens sejam pais da criança. À volta, muita gente defende os dois homens, mas também há quem não aceite uma familia como esta. E Se Fosse Consigo?
13.11.2017 às 21h11
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Homossexualidade e parentalidade
“A criança entende pelo coração, pelo amor”
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13.11.2017 às 21h10