Deficiência e Discriminação
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Deficiência e Discriminação
O segundo programa da segunda temporada aborda os temas da deficiência e discriminação. E Se Fosse Consigo?
02.10.2017
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"Basta uma pequena falha no movimento ou na fala para que o deficiente seja mal tratado"
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"É preciso abrir mentalidades, temos de olhar os deficientes de igual para igual"
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03.10.2017 às 19h13
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É assim que Sara Duarte se sente perante o olhar de muitas pessoas. É frontal. Fala sem medo do que os outros possam pensar. Sara foi uma das primeiras mulheres deficientes a formar-se em Ciências Farmacêuticas. Conseguiu que se fizessem mudanças porque nada estava preparado, nada estava pensado para ela. Mas ela acredita que "um deficiente faz tudo como toda a gente" e não esperava que a deficiência fosse um obstáculo. "Eu, na minha ignorância, achava que saía e ia trabalhar". Não contava com o preconceito mas sente-o, nas "expressões das pessoas, nas diferenças de comportamento". Sara finge que não nota e segue em frente.
04.10.2017 às 16h38
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"Quase não me apercebi que tinha uma deficiência"
"Quase não me apercebi que tinha uma deficiência" arrisca-se a dizer Madalena Ribeiro. Deficiente visual, sente que teve uma infância igual à de qualquer criança. Brincou no quintal, rebolou na terra. Determinada, decidiu que iria para a faculdade. Uma faculdade que não estava preparada para recebê-la. Braille, a língua para cegos, nem pensar. Milhares de páginas depois, passadas uma a uma para a língua que consegue entender, saiu para o mercado de trabalho. E aí, teve de enfrentar mais obstáculos.
03.10.2017 às 17h48
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Fernando Duarte ficou paraplégico na véspera de aceitar o trabalho que ia mudar-lhe a vida
Na véspera de aceitar o trabalho que, acreditava, ia mudar-lhe a vida, Fernando Duarte saiu para festejar. A vida mudou. Mas para uma dificuldade que não esperava. Lembra-se de acordar no hospital e ficar a saber que um carro tinha ido contra ele e estava destinado a ficar paraplégico. Lutou, deu a volta ao destino e hoje é capaz de caminhar com a ajuda de muletas. Mas em seis anos só conseguiu trabalhar duas vezes num projeto da Segurança Social. Sem direito a férias, sem direito aos descontos, sem direito a nada. Obrigado a viver em casa dos pais, continua à procura de trabalho.
03.10.2017 às 17h46
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Luís Henriques ficou de fora em concursos de emprego onde "era o melhor"
Luís Henriques desde que se lembra foi tratado da mesma maneira que os dois irmãos. A irmã mais velha que os criou nunca o protegeu por ser diferente. Na escola foi difícil. A crueldade dos miúdos magoa. As próteses nas pernas e a falta de dedos tornava-o diferente aos olhos das "crianças ditas normais". Em adulto, já esteve duas vezes desempregado, mas não desistiu. Estudou. Em vários concursos de emprego onde diz que "era o melhor" ficou de fora. Não pelas suas capacidades, mas "pela ignorância das pessoas". Hoje é efectivo numa grande empresa "mas quer muito mais".
03.10.2017 às 17h43
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"Eu quero uma pessoa normal que me possa ajudar". E Se Fosse Consigo?
O que leva alguém a desrespeitar alguém que tem uma deficiência? O que leva um deficiente a ser alvo de discriminação? Fizemos a experiência com uma cena ficcionada. Numa estação de serviço, uma cliente, irritada por não conseguir abastecer, maltrata e insulta o empregado. Será que alguém está disposto a intervir?
03.10.2017 às 10h16
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"Têm de ter uma oportunidade de trabalhar, são pessoas". E Se Fosse Consigo?
Uma pessoa com deficiência não tem direito a trabalhar? O que o torna diferente aos olhos dos outros? Fizemos a experiência. Numa estação de serviço Luís Henriques, que não é ator, aceitou encenar o seu próprio papel no local onde trabalha. Uma cliente entra e maltrata-o à vista de todos. E Se Fosse Consigo? Deixava passar ou saía em defesa do empregado mal tratado?
03.10.2017 às 10h15
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E Se Fosse Consigo? "Um dia posso também ficar numa cadeira de rodas"
E se fosse cada um de nós? Estaria preparado para enfrentar as mesmas dificuldades que uma pessoa deficiente sente? O olhar dos outros? A discriminação? Fizemos a experiência, numa estação de serviço. Uma cliente irritada maltrata, desrespeita e discrimina o empregado porque ele está numa cadeira de rodas. Muitos clientes assistem ao comportamento abusivo mas quem se importa ao ponto de intervir? E Se Fosse Consigo? Seguia com a sua vida?
03.10.2017 às 10h14
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"Eu não consigo ficar indiferente... a discriminação não se pode fazer" E Se Fosse Consigo?
Um deficiente é maltratado e discriminado à frente de todos. É só ele que está em causa? Ou ofende-nos a todos? Fizemos a experiência. Numa estação de serviço uma mullher passa claramente dos limites e maltrata o empregado deficiente. Houve que não hesitasse um minuto para por um ponto final à discriminação. E Se Fosse Consigo? Um deficiente não é uma pessoa normal como as outras? Qual é o problema afinal?
03.10.2017 às 10h13
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E Se Fosse Consigo? Atores recriam cena de humilhação e preconceito contra uma pessoa com deficiência
O E Se Fosse Consigo? de hoje aborda a discriminação dos deficientes e a falta de oportunidades. Na habitual cena encenada que testa o comportamento dos portugueses, uma pessoa com deficiência é humilhada publicamente no seu próprio local de trabalho.
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29.09.2017 às 22h03
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30.09.2017 às 22h01
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Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger trabalha contra preconceito e discriminação
"E Se Fosse Consigo?" está de volta esta segunda-feira à noite. Deficiência e discriminação é o tema. Há felizmente quem todos os dias trabalhe contra os preconceitos e pela integração. É o caso da Casa Grande, que há três anos abriu em Lisboa.
01.10.2017 às 16h01