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SIC

Cajó

Rogério Samora

Nasci na terra onde sempre vivi, mas habituei-me de novo a andar na estrada. Em pequenos concertos, trocando de bandas, mas sempre com a melhor amiga ao ombro: A minha guitarra. Caí de amores pela Paloma e casei-me com ela. Nunca tivemos filhos, pois casámos tarde e nenhum dos dois sentiu que haveria tempo para alargar a família. Havia sempre coisas mais importantes.

Continuo a acompanhar o Romeu, como guitarrista e, além disso faço um pouco de tudo na editora Lua-de-Mel. Basicamente sou o braço direito do Romeu e da Ângela. Gosto de acreditar que ninguém decide nada sem mim.

Confiante, desonesto, iludido. Sou um artista. Um tipo criativo que só quer viver da sua arte, mas que gosta também de viver com as regalias que a Paloma me oferece. Comigo é chapa ganha, chapa gasta, por isso preciso dela para me manter à tona financeiramente. Não sou o tipo mais honesto do mundo, é verdade, mas, às vezes, se queremos uma coisa, não podemos olhar a meios.

O pior momento da minha vida é quando a Paloma começa a fazer-me a vida negra e a controlar o dinheiro que me dá. Ela vai mudar da noite para o dia e eu mal imagino porquê…

É preciso ter cuidado com a Ângela. Não posso pôr o pé em ramo verde. E ela tem duas caras, eu sei que sim, mas caraças, continua um naco e eu esqueço-me da cara dela menos boa, quando lhe olho para o traseiro.

Também tenho duas caras. Os desabafos do Romeu, vão muitas vezes parar aos ouvidos da Ângela.

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