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MARIA LUÍSA PAIVA MONTEIRO

Soraia Chaves | Carolina Carvalho

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Armanda Claro

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Armanda Claro

Nasce em 1943, no seio de uma família de classe média do Funchal, conservadora e muito religiosa. A morte do irmão mais velho, Otávio, aos seis anos, vem penhorar a infância de Maria Luísa, obrigando-a a crescer demasiado rápido e à sombra de um fantasma que ninguém quer deixar partir.

Consumidos pela perda de Otávio, os pais de Maria Luísa não conseguem ultrapassar a dor e fazem com que ela se sinta culpada por estar viva. A falta de afeto, a exigência extrema de uma educação austera e o ambiente opressivo no qual é forçada a crescer, rodeada de memórias do irmão morto, transformam-na numa sobrevivente.


Forte, Maria Luísa consegue suportar o desamor, a pressão para que seja uma aluna exemplar, uma menina bem-comportada e temente a Deus, sem nunca trair a sua natureza rebelde. Fisicamente possante, desajeitada e pouco feminina, Maria Luísa sabe que jamais encaixará no perfil que os pais idealizaram para ela e cedo ganha consciência de que a sua condição de mulher lhe irá roubar os sonhos.

Percebendo que não poderá ser livre se permanecer na ilha, Maria Luísa usa a sua coragem e determinação para simular o próprio suicídio e arquiteta um plano de fuga.

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