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SIC

CELESTE E JOAQUIM PAIVA MONTEIRO

Anabela Moreira | Rui Luís Brás | Isabel Ruth | Jorge Pinto

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Armanda Claro

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Armanda Claro

Celeste nasceu no Funchal. Profundamente conservadora e religiosa, é uma mulher bastante influenciada pelo seu tempo e contexto geográfico: uma dona de casa amedrontada com o desconhecido e pouco aberta à diferença. Para ela, existe apenas uma forma de fazer as coisas, a que está em sintonia com os da mesma classe e estatuto social. É rígida, seca, pouco dada a exaltações ou euforias.
No entanto, por baixo desta capa de permanente contenção, existe uma enorme dor pela perda do primeiro filho, Otávio, que morre com pneumonia aos seis anos.

A morte de Otávio seca-a por completo. Fica zangada, amarga, e vinga-se na filha mais nova, Maria Luísa, que tem uma personalidade forte, impedindo-a de ser livre e feliz.

Joaquim, marido de Celeste e pai de Maria Luísa é funcionário público na Câmara Municipal do Funchal, é um homem simples, pacato que carrega nos ombros a dor de ter perdido o seu único herdeiro homem. A paixão por Celeste fez com que tivesse dificuldade em resgatá-la do luto mórbido em que se deixou cair, por Otávio, acabando também por compactuar com a educação austera que Celeste impôs a Maria Luísa, desde pequena.

Apesar de ter orgulho em Maria Luísa, no seu brilhantismo, na sua força de viver, Joaquim nunca arranja coragem suficiente para se impor a Celeste, exigindo que esta deixe a filha ser livre e seguir o seu caminho.

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