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Banco Alimentar recolhe alimentos este fim-de-semana

Banco Alimentar recolhe alimentos este fim-de-semana

 

 

Os Bancos Alimentares Contra a Fome voltam no próximo fim-de-semana (7 e 8 de Maio) a recolher alimentos em 527 estabelecimentos comerciais localizados nas zonas de Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Aveiro, Abrantes, S. Miguel, Setúbal, Cova da Beira e Leiria-Fátima.

 

A campanha do próximo fim-de-semana constitui uma nova oportunidade de expressão da solidariedade generosa com que os portugueses acolhem desde há 13 anos estas operações de recolha de alimentos.

 

As carências alimentares com que se debatem muitos portugueses é um fenómeno típico das grandes aglomerações urbanas e tem tendência a agravar-se em períodos de abrandamento da actividade económica, como são os que se vivem actualmente. Estas carências podem ser eficazmente minoradas com o contributo individual – por pequeno que seja – de cada um de nós. Só é preciso combater a indiferença, pois todos juntos podemos representar muito.

 

Mais de 10 mil voluntários em campo

 

A campanha do próximo fim-de-semana mobilizará aproximadamente 10.500 voluntários, que recolherão as contribuições efectuadas nos estabelecimentos comerciais.

 

Os bens alimentares recolhidos na campanha do próximo fim-de-semana serão posteriormente encaminhados para os armazéns dos dez Bancos Alimentares Contra a Fome, onde se processará o respectivo armazenamento. O produto da campanha, ainda com recurso ao voluntariado, será distribuído localmente a partir da próxima semana a pessoas com carências alimentares comprovadas através de Instituições de Solidariedade Social previamente seleccionadas.

 

Para aderir a esta campanha basta aceitar um saco de plástico entregue pelos voluntários dos Bancos Alimentares Contra a Fome devidamente identificados (localizados à entrada de cada um dos estabelecimentos comerciais) e colocar no seu interior bens alimentares de preferência não perecíveis, tais como leite, conservas, azeite, açúcar, farinha, bolachas, massas, óleo, etc..

 

Sociedade civil em vez do Estado

 

A combinação da solidariedade generosa dos portugueses e da eficácia comprovada da acção dos Bancos Alimentares Contra a Fome na tentativa de minorar esta penosa realidade constitui a prova evidente de que a sociedade civil se pode - e deve - substituir com vantagem ao Estado na resolução de alguns dos problemas com que se confrontam as sociedades modernas.

 

O Banco Alimentar é um bom exemplo de que o todo é maior que a soma das partes: o trabalho coordenado de todas as partes envolvidas - empresas da indústria agro-alimentar que doam produtos, doadores financeiros, voluntários que oferecem o seu trabalho e instituições de solidariedade social que recebem e entregam os produtos aos carenciados - tem resultados muito superiores aos que seriam obtidos com a acção isolada de cada um destes agentes, pois gera um efeito multiplicador ao conjugar um elevado número de boas-vontades.

 

Mais de 200 mil pessoas receberam ajuda em 2004

 

De acordo com os dados da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, ao longo de 2004 foram ajudadas 1107 instituições, que concederam apoio alimentar a mais de 200 mil pessoas comprovadamente carenciadas.

 

No ano passado, os dez Bancos Alimentares Contra a Fome distribuíram um total de 13.758 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 21 milhões de euros), ou seja, um movimento diário médio de 55 toneladas (84.747 euros por dia).

 

Estes valores resultam da solidariedade e generosidade dos particulares, patenteadas nas duas campanhas anuais de recolha de alimentos, e de uma acção continuada de aproveitamento dos excedentes produzidos pela cadeia de produção e comercialização de produtos agro-alimentares, que de outro modo teriam sido objecto de destruição.

 

De acordo com um estudo da União Europeia, uma significativa percentagem da população portuguesa vive ainda abaixo do limiar da pobreza. Nos grandes centros urbanos essa realidade traduz-se, entre outros aspectos, por uma situação de carência alimentar que está ao alcance da sociedade portuguesa contribuir para colmatar, conforme tem comprovado a acção dos Bancos Alimentares Contra a Fome.

 

Para mais informações sobre a campanha, contactar:

Banco Alimentar Contra a Fome: 91 900 02 63 - 21 364 96 55

www.bancoalimentar.pt

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